O Vale do São Francisco segue como o coração da produção e exportação de uvas de mesa do

 Brasil, responsável por mais de 90% dos embarques nacionais. Em 2025, o setor viveu um ano de

 ajuste e reestruturação, marcado por queda nas exportações para os EUA, busca por novos

 mercados e maior foco na qualidade e diversificação varietal.

 Cenário atual

 Após um início de ano desafiador, o segundo semestre trouxe melhor equilíbrio entre oferta e

 demanda, com produtores priorizando variedades sem semente (seedless) e embalagens premium.

 No mercado interno, os preços oscilaram devido à variação dos volumes exportados: quando os

 embarques caíram, o consumo interno cresceu, mas com pressão sobre os preços em atacados e

 varejos.

 Desafios e oportunidades

 O principal desafio segue sendo a logística ̶ falta de contêineres refrigerados, custos portuários e

 gargalos de transporte reduzem a competitividade frente a países como Peru e Chile. Por outro lado,

 o Vale avança em certificações, rastreabilidade e novas rotas comerciais, ampliando presença em

 mercados alternativos da Europa, Ásia e Oriente Médio.

 Tendências para o final de 2025 e início de 2026

 • Diversificação de destinos para reduzir dependência dos EUA.

 • Maior valorização de uvas premium e sem semente.

 • Investimento em cadeia fria e qualidade pós-colheita.

 • Expansão do mercado interno com foco em supermercados e redes regionais.

 Em resumo

 O Vale do São Francisco entra em 2026 com um setor mais maduro, competitivo e orientado à

 qualidade. A palavra de ordem é adaptação ̶ ajustar mercados, logística e produto para seguir

 crescendo num cenário global mais exigente